quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ARTE

Vicent Van Gogh: mestre da pintura

Jamais existiu na história da arte um pintor que fosse menos um louco inspirado e mais um especilista como Vicent Van Gogh (1853-90). Exercitou-se exaustivamente nas obras de outros. Sua educação era vasta e as cartas que escreveu formam o maior monumento literário deixado por qualquer pintor. Foi, certamente, um homem apaixonado, mas pela humanidade, não por si mesmo. Seus esforços para servir aos outros tinham sido rejeitados e voltou-se para a pintura por volta de 1880, como o único meio que lhe restava.
A sua hipersensibilidade em relação ao mundo que o cercava aplicava-se também a seu trabalho: aos materiais de sua arte, às tintas e pincéis, às penas de junco, aos elementos pictóricos que tornou caracteristicamente seus, cor e forma unidas em sua aplicação linear de densas camadas de tinta.


Terraço do Café em Arles à Noite, 1888

Retrato de Père Tanguy, 1887

Van Gogh conhecia a cor mais profundamente e dava-lhe um valor mais elevado do que qualquer outro pintor antes dele. Profetizou o grande papel que a cor desempenharia na arte do futuro. Tudo o que fez tinha sua justificação não em conhecimentos abstratos, mas em sua própria e sensível experiência.
Em Paris ouviu os impressionistas e adotou algo de sua técnica. Mas a plena floração de Van Gogh ocorreu no breve período que passou no sul da França. De fevereiro de 1888 até a sua morte em julho de 1890, em Arles, no Hospital de Saint-Rémy, e (de volta ao norte da França) em Auvers - durante vinte e nove meses, interrompidos pela enfermidade - produziu a grande série de obras que são os Van Goghs.
Fonte: O Mundo da Arte (Enciclopedia das Artes Plásticas em Todos os Tempos) - Arte Moderna


Retrato do Dr. Gachet, 1890

A Igreja de Auvers, 1890

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