Vicent Van Gogh: mestre da pintura
Jamais
existiu na história da arte um pintor que fosse menos um louco
inspirado e mais um especilista como Vicent Van Gogh (1853-90).
Exercitou-se exaustivamente nas obras de outros. Sua educação era vasta e
as cartas que escreveu formam o maior monumento literário deixado por
qualquer pintor. Foi, certamente, um homem apaixonado, mas pela
humanidade, não por si mesmo. Seus esforços para servir aos outros
tinham sido rejeitados e voltou-se para a pintura por volta de 1880,
como o único meio que lhe restava.
A
sua hipersensibilidade em relação ao mundo que o cercava aplicava-se
também a seu trabalho: aos materiais de sua arte, às tintas e pincéis,
às penas de junco, aos elementos pictóricos que tornou
caracteristicamente seus, cor e forma unidas em sua aplicação linear de
densas camadas de tinta.
Terraço do Café em Arles à Noite, 1888
Retrato de Père Tanguy, 1887
Van
Gogh conhecia a cor mais profundamente e dava-lhe um valor mais elevado
do que qualquer outro pintor antes dele. Profetizou o grande papel que a
cor desempenharia na arte do futuro. Tudo o que fez tinha sua
justificação não em conhecimentos abstratos, mas em sua própria e
sensível experiência.
Em Paris
ouviu os impressionistas e adotou algo de sua técnica. Mas a plena
floração de Van Gogh ocorreu no breve período que passou no sul da
França. De fevereiro de 1888 até a sua morte em julho de 1890, em Arles,
no Hospital de Saint-Rémy, e (de volta ao norte da França) em Auvers -
durante vinte e nove meses, interrompidos pela enfermidade - produziu a
grande série de obras que são os Van Goghs.
Fonte: O Mundo da Arte (Enciclopedia das Artes Plásticas em Todos os Tempos) - Arte Moderna
Fonte: O Mundo da Arte (Enciclopedia das Artes Plásticas em Todos os Tempos) - Arte Moderna
Retrato do Dr. Gachet, 1890
A Igreja de Auvers, 1890
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